Saturday, September 30, 2006

É HJE O FAMOSO HALLOWEEN


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Halloween (Dias das Bruxas)
No dia 31 de outubro muitas pessoas irão participar de festas de "Halloween", popularmente chamado de "Dia das Bruxas" no Brasil. Mas essa festa aparentemente inocente tem estreita ligação com práticas ocultistas, mesmo que muitos não percebam isso.
Sua origem data de tempos antigos, quando os druidas (magos de origem celta) realizavam cerimônias de adoração ao "deus da morte" ou ao "senhor da morte" em 31 de outubro. Isso acontecia na cerimônia "Samhain" durante o festival de inverno, na qual eram oferecidos sacrifícios humanos. Essa prática ancestral foi sofrendo alterações com o passar do tempo. A Igreja Católica posteriormente tentou cristianizar o "Samhain ", declarando o 1º de novembro como o Dia de Todos os Santos e o 2 de novembro com o Dia de Finados, sendo que em ambas as datas os mortos eram lembrados.
Nos Estados Unidos essa festa é muito comum e tem forte apelo comercial, sendo também tema de vários filmes de horror. A imagem de crianças vestidas com fantasias "engraçadinhas" de bruxas, fantasmas e duendes, pedindo por doces e dizendo "gostosuras ou travessuras". Há algum tempo, o Brasil tem se deixado influenciar por muitos aspectos que não fazem parte de sua cultura e tem celebrado essa festa em escolas, clubes e até em shopping centers.
Diante dessa realidade, devemos nos questionar: Halloween está relacionado às práticas ocultistas modernas?
Mesmo que hoje em dia Halloween seja comemorado de uma maneira inocente por muitos jovens, ele é levado a sério pela maioria das bruxas, membros do movimento neo-pagão e ocultistas em geral. Antes de continuarmos, devemos destacar que a associação histórica e contemporânea do Halloween com o ocultismo causou uma espécie de "efeito híbrido" na maior parte da sociedade, de modo que a comemoração do Halloween não é, necessariamente, uma prática totalmente inocente. Ao ler vários relatos sobre o Halloween, pode-se ficar impressionado com o grande número de práticas de superstições e de adivinhação envolvidas com ele. Algumas das superstições e todas as práticas estão relacionadas com o ocultismo.
É preocupante o quanto às superstições podem controlar ou dirigir a vida de uma pessoa de maneiras terríveis. Mais ainda, as verdadeiras práticas de adivinhação sempre trazem conseqüências. Na verdade, desde as décadas finais do século dezenove, o Halloween tem sido lembrado como um período "para se usar amuletos, lançar maldições e se fazer adivinhações". Como já dissemos, isso está relacionado aos antigos druidas, pois o "Samhain" marcava o início de ano novo, o que resultou num interesse em adivinhações e previsões sobre o que o próximo ano traria.
No Halloween se cria (e ainda á assim em certos lugares) que seguir um ritual em particular pode fazer com que a imagem do seu futuro cônjuge apareça atrás de você: "Muitas crenças surgiram sobre como invocar a imagem do futuro esposo ou esposa de alguém. As garotas criam que caso alguém ficasse diante do espelho, comendo uma maçã, à meia-noite, a imagem de seu futuro esposo apareceria de repente diante dela. Se nenhuma imagem aparecesse, isso significava que a garota ficaria solteirona".
No sul dos Estados Unidos há um costume baseado na crença dos druidas de que o desespero de uma vítima de sacrifício humano podia revelar previsões para o futuro. "Punha-se fogo numa tigela com álcool, e atirava-se no fogo ‘oferendas’ tais como figos, cascas de laranja, passas, castanhas e tâmaras envoltas em papel alumínio. A garota que tirasse a melhor das oferendas do meio do fogo iria conhecer seu futuro esposo dentro de um ano".
A preocupação com tais atividades pode ser vista na seguinte declaração do Livro Americano dos Dias (American Book of Days): "Vários meios de adivinhação do futuro eram usados no Halloween e os resultados eram aceitos com toda seriedade". Em outras palavras, quando estamos lidando com tentativas sérias de adivinhar o futuro – seja em relação ao futuro em geral, ao futuro cônjuge, ou sobre a vida e a morte - as conseqüências na vida das pessoas podem ser muito maiores do que simples brincadeiras.
Hoje em dia outras práticas ocultistas estão presentes no Halloween. Em New Orleans o "Museu do Vodu apresenta normalmente um ritual de Halloween no qual as pessoas podem ver rituais de vodu reais". Na cidade de Salem, estado de Massachusetts, um festival de Halloween acontece de 13 a 31 de outubro incluindo uma mostra de parapsicologia.
Na bruxaria moderna o Halloween também é considerado uma noite especial. Um livro conhecido sobre o movimento neo-pagão relata o seguinte sobre esses dias importantes de celebração da bruxaria: "As grandes cerimônias de sabbat são: o ‘Samhain’ (Halloween), o Ano-Novo celta (nesses dias acredita-se que os portais entre os mundos estão enfraquecidos, e então ocorrem contatos com os ancestrais), ‘Oimelc’ (1º de fevereiro, festival da purificação de inverno)... ‘Beltane’ (1º de maio, o grande festival da fertilidade)... diferentes linhas da bruxaria... tratam esses festivais de maneiras diversas. Mas quase todas as linhas celebram pelo menos o ‘Semhain’ e o ‘Beltane’". Algumas bruxas tiram o dia de folga de seu trabalho para comemorarem essa data especial para elas, enquanto outras chegaram a tentar o fechamento das escolas para a comemoração desse grande sabbat.
Muitos grupos satânicos também consideram o Halloween uma noite especial, em parte porque ele "tornou-se o único dia do ano em que se acredita que o diabo possa ser invocado para revelar os futuros casamentos, problemas de saúde, morte, colheitas e o que acontecerá no próximo ano". Na verdade a bruxaria e o satanismo têm certas semelhanças. Mesmo que sejam coisas distintas, e mesmo que se dê legitimidade às declarações do movimento neo-pagão que desdenha o satanismo, devemos lembrar o claro ensino bíblico de que o diabo é a fonte de poder por trás da bruxaria e de todas as formas de ocultismo.
Além disso tudo, o costume de pedir balas e doces fantasiados de bruxas, vampiros, fantasmas, etc., que é comum nessa festa, está relacionado com os espíritos dos mortos na tradição pagã e até católica. Por exemplo, para os antigos druidas "os espíritos que se acreditava andarem de casa em casa eram recepcionados com uma mesa farta para um banquete. No final da refeição, os habitantes da cidade fantasiados e com máscaras representando as almas dos mortos iam em procissão até os limites da cidade para guiar os fantasmas para fora". As máscaras e fantasias usadas no Halloween podem ser relacionadas também com a tentativa de certas pessoas de se esconderem para não serem vistas participando de cerimônias pagãs ou ,como no xamanismo e em outras formas de animismo, mudar a identidade de quem as usa para que possa se comunicar com o mundo espiritual. As fantasias podem ser usadas também para afugentar espíritos maus.
Depois de fazermos essas considerações sobre o assunto, tendo em vista que o Halloween está associado a práticas de bruxaria e ocultismo, devemos analisar qual deve ser nossa atitude em relação a essa festa, que mesmo sendo vista secularmente como um passatempo tem implicações sérias.
Devemos nos perguntar: Que princípios bíblicos devem ser usados para discernir esse assunto?
As Escrituras nos dizem que o homem espiritual julga todas as coisas e que no futuro irá também julgar os anjos. Então somos competentes o suficiente para julgar assuntos triviais agora (1Co 2.15; 6.3). Se julgarmos todas as coisas e retermos o que é bom, abstendo-nos de toda forma de mal, estaremos cumprindo com nossa obrigação (1Ts 5.21,22). Então vamos examinar esse assunto para chegarmos a uma posição bíblica sobre o Halloween.
Se na celebração de Halloween existem atividades envolvendo práticas genuinamente ocultistas, as Escrituras são claras em afirmar que devem ser evitadas. Tanto o Antigo como o Novo Testamento fazem referência às práticas de bruxaria, encantamentos, espiritismo, contatos com os mortos, adivinhações e assim por diante – e todas essas coisas estão potencialmente ligadas ao Halloween.
"Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus" (Lv 19.31).
"Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; ... Porque estas nações que hás de possuir ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa" (Dt 18.10,11,14) .
"[Rei Manassés de Judá] queimou seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocar à ira" (2Cr 33.6).
Em nenhum lugar na Bíblia vemos essas coisas como sendo aceitáveis diante de Deus. À luz desses versículos, ninguém pode argumentar logicamente que a Bíblia apóia tais práticas.


P.H , Polly e Pdrply2
(montagem q nós fizemos)
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!!!Nós do club aí em cima!!!
Polly , PH , Pdrply2 ,
Jana Black , Jéssica Sckaylow e Flavia MLD

(integrantes do 'CLUB DO TERROR')
"Expurgar o mal"
Permitam-me que manche estas páginas níveas que têm pela frente, com o sangue que ainda escorre das minhas mãos assassinas. Eu sempre fui o mais sereno dos homens. Na vila onde vivo, as pessoas fitam-me com alguma compaixão, como se exibisse um cartaz a dizer, "tenham pena de mim". Sempre foi assim. Em casa, na escola, no emprego. As pessoas têm tendência a tratar-me como um "coitadinho". O pior é que eu acomodei-me a esta situação desconfortável, e assim tenho vivido.Naquela noite de verão, eu estava deitado na cama. Fumava um cigarro e tinha o rádio ligado, quando fui perturbado pela visita dele. Irrompeu brandamente pelo meu quarto, como se ali vivesse. Estremeci ao olhar para ele. A primeira ideia que me assombrou foi a de que ele me ia matar. De seguida achei que ele não era humano. Mas mudei de ideias quando fitei os seus olhos ensanguentados.-Acaba com eles, Vítor. - Grunhiu ele, sabedor do meu nome.- Com eles, quem? - Redargui eu, com os lábios trémulos.- Com os que te espezinham com o olhar... - A voz dele ressoara nas antecâmaras da minha mente. Ele sabia o que eu sentia verdadeiramente, quando as pessoas olhavam para mim com aquele ar penoso. Sentia-me espezinhado, sim!- O que queres que eu lhes faça? - Inquiri cheio de medo.- Mata-os. Expurga o mal que há neles. Acaba de uma vez por todas com esse teu sofrimento e verás que amanhã serás outra pessoa. Faz o que eu te mando, e serás dono de um poder e de uma força sobrenatural. Inexplicavelmente, o ser tinha desaparecido do meu quarto com a mesma descrição com que entrara. Não me senti bem, e como estava calor, decidi dar uma volta pela praia. Precisava de apanhar um pouco de ar. Sentia que a loucura se estava a apoderar de mim. Quando cheguei à praia, deitei-me no areal e ali permaneci a contemplar as ondas, que teimavam em enrolar-se numa espuma branca que se desfazia no areal.O meu momento de nostalgia foi interrompido pelos gritinhos histéricos de duas raparigas que passaram por mim, e que ao fitarem-me ali sossegado, reagiram com se tivessem acabado de ver um insecto. Além de se rirem, ainda se voltaram para trás, e voltaram a rir-se. Acaba com eles, Vítor... Com os que te espezinham com o olhar - Vociferou a voz dele, do interior da minha alma sombria. Oh, sim. Ele tinha um poder desconcertante sobre mim. Eu era fraco demais para lhe sucumbir. Senti-me na obrigação de lhe obedecer. Olhei de novo, e lá estavam elas a fazer troça de mim. Fui ao carro, e da mala retirei uma chave de grifes de um metro e vinte, que eu usava nos andaimes, e pus-me ao caminho. Ultrapassei um breve caniçal, até as avistar. Lá estavam elas dentro dos carros, com os namorados. Estavam ambas debruçadas sobre eles. Faziam sexo oral. Mata-os. Expurga o mal que há neles. Acaba de uma vez por todas com esse teu sofrimento e verás que amanhã serás outra pessoa. Avancei num espasmo de loucura perversa, e mesmo antes que eles tivessem tempo de se aterrorizarem com a minha presença, espanquei-os sem clemência. Desferi inúmeros golpes nas suas cabeças, pernas e braços, que nem tiveram tempo para me suplicarem pela vida. Matei-os a todos. -Então, não se riem agora, suas putas? - Grunhi eu, sentindo um prazer infindável a invadir a minha pessoa.Faz o que eu te mando, e serás dono de um poder e de uma força sobrenatural. Oh, sim! Ele sabia. O meu visitante misterioso sabia do que falava. Eu agora sentia e experimentava o poder. Ninguém mais ousava olhar para mim daquela maneira. Eu agora, era Deus!A aurora irrompeu brandamente pela neblina nocturna, quando eu acordei no silêncio do meu quarto. Sentia-me confuso, tivera um pesadelo macabro, em que assassinara quatro jovens, e...Não! Não pode ser! As minhas mãos estão cheias de sangue!...a minha roupa também...Não! Pranteava desesperadamente, quando notei a presença de alguém perto de mim. A primeira ideia que se me afigurou, foi de um polícia com um mandato de prisão. Mas esta ideia desvaneceu-se quando fitei o vulto do ser que me visitara na noite anterior.- És grande, Victor! Estou muito orgulhoso de ti. - Grunhiu ele, confiante.- Quem és tu? O que queres de mim? - Indaguei eu, impacientemente.- Não interessa quem eu sou; mas sim, o que és tu? - Atalhou ele, exibindo um semblante austero e aterrador.- O que sentis-te, depois de teres esmigalhado a cabeça aquelas putas, hein? Diz-me. Poder, não foi? Confessa lá!- Sim! É verdade. Senti uma força tão monumental que era capaz de derrubar um exército de cem homens! - Acrescentei eu, colocando-me de pé, de frente para ele.-Mas não chega Victor. Não é suficiente. Oh, não! Ainda há por aí, muitos pecadores. Muitos veículos do mal. Acaba com eles todos. Não deixes que eles proliferem por aí. - Avisou ele, esgueirando-se de novo sem eu perceber. Voltei de novo à praia do osso da baleia. Laureei por ali tranquilamente. O reduto dos pecadores e veículos do mal, era ali. Era só uma questão de tempo e dizimava-os a todos. A lua estava absoluta, e iluminava a noite quente. Vi três indivíduos fortes a virem na minha direcção. Eu continuei com a minha marcha, normalmente. Eles estavam cada vez mais perto, e eu senti que a minha bolha de ar estava a ser invadida pela presença daquele grupo. Senti que um deles me deu um encontrão no ombro quando passou por mim, e sem se deter, voltou-se e desafiou-me:-És gordo? - Indagou com o rosto cheio de reprovação.- Tu, é que vieste contra mim! - Respondi eu, secamente.- Vai-te f...pá. Pareces um rato do esgoto! - Proferiu ele, num tom áspero e de desprezo. Ainda há por aí, muitos pecadores. Muitos veículos do mal.As palavras dele ribombaram na minha mente, como um trovão numa noite de placitude. E o meu espírito demoníaco e perverso, actuou, mais uma vez, por mim!- Deves pensar que estás a falar com o cabrão do teu pai! - Vociferei secamente, quando eles já se alongavam, uns metros adiante de mim. Estas minhas palavras fizeram com que eles interrompessem a marcha e se voltassem para mim. Vi com normalidade, os olhos deles, plenos de raiva a procurarem o meu rosto, e de seguida, volveram na minha direcção para me espancar. Mas eu tinha uma surpresa para eles. Em fracções de segundo puxei de duas 6/35, e apontei na direcção deles. Vocês haviam de ver os rostos deles, repletos de terror quando eu dei o primeiro tiro. Depois o segundo, e o terceiro...enfim. Crivei-lhes as caras odiosas e trocistas com balas incandescentes. Oh, sim. Agora já não troçavam de mais ninguém. Eu é que ainda me ri, quando lhes urinei para cima dos cadáveres.Na manhã seguinte, a porta do meu quarto foi arrombada pela polícia, que me prendeu, acusando-me do homicidio de sete pessoas. -Sete pessoas? Eu nunca matei ninguém. - Barafustei, cheio de confiança. É obvio que os polícias me fixaram com bastante incredulidade. Um deles mostrou-me a chave de grifes que eu conservava debaixo da cama, e que ainda estava suja com sangue. As duas 6/35, também me foram apreendidas, pois permaneciam sob o meu travesseiro, que até deitava um odor a pólvora desconcertante. E, indiscutivelmente, o sangue das vitimas que se conservava nas minhas mãos e nas minhas roupas. Aleguei que tinha as provas tinham sido forjadas. Descrevi-lhes o individuo que me visitava todas as noites, e que era concerteza o autor daqueles tenebrosos crimes. O comandante, demonstrando grande lucidez, pegou no que me pareceu, um processo policial, e dele libertou uma fotografia. - É este o individuo que o visita? - Inquiriu ele, exibindo o retrato na direcção dos meus olhos. -Sim. É este mesmo! - Clamei eu, com um fluxo ávido de alívio, que me ventilou o cérebro que estava quase a rebentar de tanta inquietação.-Então o senhor confessa ser o autor de todos estes crimes, não é verdade? - Afirmou ele, com grande naturalidade. -Porquê que havia de confessar? - Inquiri eu, repleto de incredulidade.Foi quando o Comissário segurou um espelho em frente da minha face, obrigando-me a encarar com o horror a minha outra face demoníaca.
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A BRUXA

Cristina era uma socióloga respeitada. Especializou-se no estudo da época da inquisição, quando, sob o manto da igreja, pessoas eram queimadas sob acusação de bruxaria. Através de suas pesquisas concluiu que, na maioria das vezes a perseguição era política, os acusados nunca haviam se envolvido com satanismo. Alguns casos pareciam típicos de doentes mentais, que mais deveriam ir para o sanatório que para fogueira. Um caso, contudo, chamou-lhe a atenção: Catarina, uma mulher do século XVII, queimada num povoado do interior, conhecida como a maior das feiticeiras. As lendas que dela se contavam perduravam até os dias atuais, sobre seu poder e maldade. Morrera queimada, jurando vingança. Cristina viajara para a cidade que se desenvolvera perto do antigo povoado onde a bruxa teve seu fim. Verificou que ,apesar dos séculos, as pessoas conheciam histórias sobre ela, havendo inclusive aqueles que jurassem ter visto reunião de demônios comandados por Catarina em um vale próximo. Cristina ia assim juntando material para uma nova tese, sobre o imaginário popular.Algumas coincidências, porém, logo chamaram-lhe a atenção. De tempos em tempos sumiam crianças na região, que nunca eram encontradas. Assim como começavam, os desaparecimentos terminavam. Catarina era considerada culpada, mesmo séculos após ter morrido. O fato é que nunca qualquer pista foi encontrada. Justamente após sua chegada na cidade, crianças começam a sumir, sem deixar vestígios. Havia mais de cinqüenta anos que aquilo não acontecia, portanto não poderia ser a mesma pessoa. Três garotos estavam desaparecidos. Não havia pista alguma, uma testemunha que fosse. Cristina envolveu-se com as investigações. Sentia que, se desvenda-se aquele crime, poderia explicar a estranha influência que aquela lenda exercia sobre a população daquele lugar. Passado algumas semanas nada de novo havia sido descoberto. Das outras crianças não mais foram vistas. O delegado local pensava até em pedir ajuda federal. Cristina não dormia direito, procurando, pela lógica, encontrar uma solução. Um dia a socióloga aparece na delegacia. Não havia dormido a noite anterior. Apesar de cientista tinha uma intuição. Visivelmente alterada, pediu ao delegado que a acompanhasse com alguns policiais. Foram ao local onde, pelos relatos que descobrira, Catarina havia cumprido pena. Era um pequeno vale. Movida por uma força estranha, Cristina, com as mãos escava o sopé de um morro próximo. A terra estava fofa. Os pequenos ossos não demoraram a aparecer. Ao ver tudo aquilo, o rosto de Cristina se transformou. À vista incrédula dos policiais, ela começava a gritar palavras incompreensíveis. Era como se duas almas lutassem por um só corpo. Suas feições iam, aos poucos, se transformando. Ela despiu-se até que, completamente nua começou a dançar freneticamente, num ritmo cada vez mais rápido, começou a levitar. De seus olhos, emanava o próprio mal. Cristina havia sacrificado aquelas crianças. Sem saber, seu corpo fora apossado por Catarina, que assim executava a sua vingança.

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